sábado, 4 de fevereiro de 2012

Rio de Janeiro, 12 / 01 / 2012

Por: Primatus.

No singelo momento em que a luz se apaga, reconhecemos a clareza de tudo o que nos cercou por milhares de anos.
Antes de o desconhecido momento da escuridão nos tomar em seus braços, tudo não passa de sofrimento e lástimas.
Ao conhecermos o peso da brisa que nos sopra, não nos importamos com nada e ninguém, mas quando somos reapresentados ao verdadeiro mundo e conhecemos nossos lastimáveis pesares, nos engrandecemos e ao mesmo tempo nos decepcionamos.
Somos açoitados pela pior de todas as decepções, a própria. Conhecemos ainda a falta de sabedoria e prática das bem-aventuranças e por eternos instantes transpassamos ao nosso íntimo e transcorrendo ao contrário das borboletas, encolhemos nossas asas e nos encasulamos, pendendo o íntimo a reflexão obrigatória.
Nos caminhos da justiça encontramos os injustiçados, os justiceiros e os injustos. Percorrendo os campos de batalha vislumbramos os olhos dos derrotados, dos vencidos e de seus Senhores. Ao voarmos conhecemos todos os corretos de pensamento, os puros de espírito, os ingratos e suas ingratidões.
Seguindo os ensinamentos dos sábios, julgamos nós a nós mesmos, matamos ou sacrificamos nós a nós mesmos e certamente ao olharmos nossos semelhantes refletimos que os maiores problemas nós é quem carregamos.
A finalidade da matéria é mostrar ao espírito, que se doar em amor ao próximo é exaltar a pureza que dignifica os puros, trazendo consigo a moral inatingível e mirando copiar a doutrina dos sábios dignificaremos ainda mais os nossos atos.
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Por: Mostrângelios.

A visão do cego é eternamente maior que a dos que enxergam. A fala do mudo é infinitamente maior que a dos que falam. A audição do surdo é puramente mais genuína que a dos que escutam.
A pureza de uma criança deve comparar-se a água que nasce de funda fonte. A simplicidade de um velho nunca se comparará a magnitude de um imperador.
A exatidão da moral de um médium, e todos o são, deve equilibrar-se entre o fio que liga a visão do cego, a fala do mudo e a audição do surdo, com a pureza e a simplicidade, só assim tudo o que vos cerca será pequeno, se não conduzido pela moral.

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