quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Rio de Janeiro, 19 de Abril de 2012.


Por que Umbanda?
Simples como a descida da água, puro como a brisa, sutil como todo o movimento que trás paz. A união dos povos tem um único objetivo, o reencontro coletivo de todos os espíritos, encarnados ou não.
Neste solo antigo e continuo, que leva seu povo de um pólo a outro do planeta, as forças do universo determinaram que todos se reuniriam e somente uma religião de filosofia tão milenar e compreensiva poderia ressurgir, ou nascer, como afirmam todos que insistem em determinar tempo.
Os povos por egoísmo se separaram e hoje tiveram de se reagrupar para encontrar a paz. Sabemos que muitas discórdias ainda perambulam por este solo ancião, mas modificações grandiosas virão arrebatar os que nela habitam, sejam os nascidos ou os que a adotaram.
A Umbanda busca compreensão e por isso tanto compreende, miscigenou as práticas africanas, não totalmente, com o amor ao solo dos ameríndios, com a última evolução religiosa das terras do denominado velho continente, doutrinando a pratica milenar dos povos e tribos, com a filosofia do resgate oriental.
Simples como o amor; devotado como o amor; humilde como o amor; tudo se faz e tudo se aceita nesta religião mágica, que mostra aos vaidosos a pureza do olhar, prova aos céticos a inocência da verdade e aos rancorosos que com o amor tudo se cura e tudo se pode.
Vamos mostremos a Umbanda sem o tabu de nomes ou de certo, a pemba mostra os caminhos, as águas alimentam a sede, as ervas curam o corpo e o espírito, a terra enterra os problemas e erros passados, enfrentemos a nós mesmos e poderemos olhar nossos irmãos com dignidade e respeito.
A Umbanda desenhou com a vela acesa em nossos corações o amor e a responsabilidade que temos uns com os outros.
Saravá a eterna Umbanda.
Saravá aos eternos Umbandistas, que provaram desta fonte e morreram de amor ao próximo.


Por: Pés Vermelhos.


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Não é ferro, não é aço, não é bruto, não está no mar, na estrada ou na mata.
Ogum é um brado de liberdade, é o encontro das forças, sejam físicas, filosóficas ou teológicas. A necessidade nos faz ter Ogum, seja por fome, doença ou desgosto.
És tão grandioso que não me sinto de comparar com imagens velas, velas, utensílios ou números. Ogum não se prende nem se solta, Ogum é a imensidão dos meus, dos teus e de quem mais queira juntar seus pensamentos aos nossos.
Ogum é o poder maior de Zambi permitindo que nós seus humildes servos o chamemos de Pai.
Salve o 23 de Abril. Salve a vitória. Salve a saúde.
Saravá Senhor Ogum... Ogunhê!.. Patakuri Ogum!

Por: Desconhecido.